quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Vantagens das sementes de linhaça e de Goji

Os dois alimentos que escolhi foram recentemente adicionados à minha alimentação, obrigada Miss Slim. São óptimos e muito fáceis de utilizar por isso aqui deixo as características.Daqui a um bocado publico também as fotos das receitas-light.





A linhaça é um alimento rico em lignina e fitoestrogênio, substâncias que ajudam na redução do peso. Estudos comprovaram que mulheres que ingerem mais lignina possuem índice de massa corpórea (IMC) menor. Esta substância ajuda a reduzir o apetite e as células gordurosas.
A lignina é bastante conhecida para ajudar na redução dos tumores da mama. Foi comprovado que este composto actua na apoptose celular, matando as células defeituosas.

O segredo está na casca da linhaça que é rica em proteínas, minerais e vitaminas. Entre as vitaminas presentes na linhaça o destaque vai para a vitamina E, que contribui para evitar o envelhecimento precoce.
A linhaça é fonte de ácido gordo ómega-3 e ómega-6, contribuindo para a saúde do coração, auxiliando na redução do "mau" colesterol , responsável pelo entupimento nas artérias.
Por ser fonte de fibras, a linhaça também ajuda o intestino a funcionar melhor.
Se você quer perder peso com saúde acrescente a linhaça nos sumos, iogurtes e leite. Para aproveitar integralmente os seus nutrientes o ideal é triturá-la. Evite guardá-la triturada por muito tempo pois ela pode perder os seus nutrientes.
A semente da linhaça pode ser consumida com pães, bolos e em saladas.
Não adianta consumir linhaça de forma exagerada, o excesso pode prejudicar a membrana das células e interferir na absorção dos nutrientes. O ideal é consumir de uma a duas colheres de sopa por dia.
Eu como sempre nos cereais do pequeno almoço, bem como sementes de Goji e de sésamo. Uma delícia!





As sementes de Goji têm propriedades anti-oxidantes, incluindo potenciais benefícios contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias, problemas de visão, do sistema neurológico e imunitário. Também se lhe atribuem propriedades anti-cancerígenas.
É uma fruta anti-envelhecimento por excelência, aumentando os níveis de energia, ajudando no processo digestivo e na perda de peso - por ser tão concentrada, basta comer pouca quantidade para se sentir saciado e bem nutrido.
Os aminoácidos presentes nestas pequenas bagas estimulam o funcionamento de células brancas até 300%, tornando muito difícil que quem as consome fique constipado ou com gripe.
Uma das mais recentes descobertas acerca dos benefícios das sementes de Goji é a sua capacidade de melhorar os níveis de insulina nos diabéticos. Têm ainda a propriedade de o fazer rir e sorrir durante o dia todo. Por isso há quem lhes chame de happy berry ou smiling berry.

Podem utilizar tal e qual como são vendidas (como comer passas na passagem de ano), em misturas com outras frutas secas e/ou frescas, em batidos, cereais, chás (excelente para melhorar o sabor de alguns chás medicinais, mitigando o sabor adstringente ou amargo que muitas plantas têm). Também podem ser demolhadas e rehidratadas em água. Esta água é excelente para hidratar o corpo e pode ser usada como base para qualquer receita culinária.
A quantidade aconselhada é de cerca de 15 a 45 gramas diárias, ou seja, cerca de uma mão-cheia. Também esta eu utilizo nos cereais do pequeno almoço.

Provem e aprovem.

Beijocas

Su

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O estágio de Florias de Bach e Numerologia



Pois ainda não é hoje que publico as mensagens respeitantes aos alimentos e receitas das tarefas do desafio da semana passada. A parte dos alimentos até já está prontinha mas a parte das receitas ainda está por fazer. vamos ver se logo à tarde descarrego as fotos e despacho a coisa. Sorry Butterfly.
Esta semana ainda tenho o que contar e sinto que isso para mim é prioritário.
Ontem estava verdadeiramente irritada com o peso mas não queria que fosse esse o tom de começo da semana.Assim vou falar do estágio do fim-de-semana. Correu muííííto bem. Estava um bocado desmotivada porque não tinha voltado a pegar nos apontamentos e já lá vão uns meses desde que fiz o módulo dos Florais de Bach. No caminho para a Batalha pensei o que queria pedir para esse dia e decidi que queria divertir-me e não me deixar entrar em stress (no fundo eu só queria não "perder a viagem" e o dia vindo para casa triste com o meu desempenho por não estar na melhor forma). Eu desejei gozar o dia sem stress e isso foi o que consegui. Até mais. A insegura Su evaporou-se no ar e senti-me óptima pois cheguei à conclusão que tenho jeito para a coisa, mesmo sem ler apontamentos e tendo recebido um "paciente" assim que cheguei à feira. Não tive nem tempo de me sentar. Depois tive de utilisar a minha intuição para orientar a consulta pois não só não era isso que estava previsto (afinal eu em estágio era suposto só secretariar a consulta) como o meu orientador não se tinha lembrado de levar os inquéritos que nos serviam de guião para seleccionar os florais. Resultado: foi o tempo de respirar fundo enquanto cumprimentava a pessoa e deitar mãos à obra. Foi fantástico! tinha lá ficado mais horas a dar consultas. Fiquei hipermotivada e satisfeita comigo mesma. Até ainda cheguei a fazer uma consulta de numerologia (essa sim em situação de estágio e com auxilio de uma colega pois ainda não fiz esse Módulo) até essa me correu bem quando fiquei no final sozinha. pela primeira vez senti que afinal estou no bom caminho pois posso ajudar pessoas, que é aquilo que me sinto bem fazer. Foi o maior reforço energético e de amor-próprio que tive nos últimos meses. Ainda bem que arrisquei em ir mesmo sem ir nas melhores condições. O futuro vai assistir a uma boa terapeuta holística e agora só penso em não perder o embalo para começar a trabalhar no ramo assim que possível. tenho de aproveitar enquanto a minha auto-confiança está em alta para arriscar praticar as primeiras consultas por minha conta. Voluntários para essas consultas já eu tenho ainda antes de ter os módulos concluídos. Já só faltava mesmo eu sentir-me bem energéticamente para avançar. Pelos vistos essa energia surge quando necessário por isso não preciso esperar mais.É como um retorno: quando transmito algo de bom a alguém, estou simultâneamente a receber algo de bom por isso também fico melhor no final.
Como vêem hoje era importante mudar de tom, para algo mais optimista e foi a isso que dei prioridade. Agora vou-me arranjar para ir ao cabeleireiro tratar de cortar a juba. Cuidar de mim que também mereço.
beijocas e até logo com informações sobre as sementes de linhaça e de Goji e as duas das refeições-light da semana passada: legumes e massa com salsichas de seitan e tofu e hamburger de tofu com algas com legumes cozidos a vapor.
Fiquem bem e obrigada pela força ontem.

Su

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A saga do peso

Cá estou eu, vinda de uma aula de pilates bastante puxadita. Estou cansada, mas do cansaço bom.:-D
Continuo na luta apesar dos resultados catastróficos.
Nunca cheguei aos 100kgs, nem mesmo quando estive grávida, já não sei o que faça para reverter esta situação.
O exercício físico podia ser mais mas a verdade é que ainda me sinto muito cansada e os meus músculos recentem-se dos esforços (não é depois, é durante pois a retenção de líquidos dá umas dores fortíssimas durante os esforços). Estou desejosa pelo bom tempo para conseguir fazer as caminhadas que estão a faltar. Isto de caminhar em casa não tem piada nenhuma.
A nível de comida eu já como muito pouco, por isso já não sei muito bem onde cortar. É verdade que faço imensos lanches entre refeições mas não como disparates (fruta, iogurtes, aveia com leite de soja, sopa, chá, água, bolachas) por isso acho que isso não é negativo. Assim não chego "morta" de fome às refeições.
Eu sei que eu aumento sempre de peso quando recomeço a fazer exercício físico mas isto já começa a ser ridículo - 3 quilos em 4 semanas é demais. Eu noto melhorias a nível do corpo e dos músculos (ainda não me medi, é verdade mas quase estou com medo de ser outro balde de água fria). Também estou bastante mais enérgica e positiva, mas o aumento de peso deixa-me...nem sei. É uma mistura de furiosa, frustrada, triste... E sei que no final a única coisa que posso fazer é continuar a tentar. A RA comigo é para a vida e já a tenho tão interiorizada que nem me custa fazer. O Exercício nem por isso. Porque não estou a fazer o que gosto. Gosto de hidroginástica e dança, mas neste momento não dá nem para fazer um nem o outro. Por isso faço o que é possível.
Não sei quando vou conseguir ou se vou conseguir. Neste momento já nem sei, mas não vou desistir. Nutricionistas é que já não tenho pachorra. Me desculpem, mas da última gravidez fiz tudo: nutricionista, ginástica pós-parto, alimentação cuidada, endocrinologista e acabei com 10 quilos a mais que nunca mais perdi. Neste momento considero que pouco já me podem dizer de novo. E para me dizerem como de costume "agora pouco se pode fazer pois está a amamentar" não vale a pena o dinheiro. O que eles me mandam fazer, já eu sei e já eu faço. Neste momento até já faço coisas que o osteopata diz que ainda não estou em condições de fazer, como o Pilates que pode ter exercícios desadequados aos meus problemas de coluna. Mesmo assim eu faço (com cuidado, claro).
Enfim, esta luta é constante e hoje não me apetece escrever mais. Talvez noutro dia a coisa corra melhor. Hoje a inspiração não é muita.

beijocas doces

Su

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Selinho da Luciana

Agradeço à Luciana ter-me passado o selinho e aqui estão as minhas respostas. Boa semana para todos.








Questão 1: Tens medo de quê?

De perder as pessoas que amo ou não durar o suficiente para deixar os meus filhos orientados na vida.



Questão 2: Tens algum guilty pleasure?

Chocolates


Questão 3: Farias alguma loucura por amor/amizade?

Sim, por ambos, desde que as pessoas valham a pena.


Questão 4: Qual o teu maior sonho? Responder paz, amor e felicidade é trapacear;)
Conseguir viver o suficiente para deixar os meus filhos orientados na vida (desculpem a repetição) e continuar a ser feliz (desculpem a batota)


Questão 5: Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo?


Prefiro colo, mas normalmente isolo-me.


Questão 6: Entre uma pessoa extrovertida e uma introvertida, qual seria a escolha abstracta?

Extrovertida.


Questão 7: Sentes-te bem na vida, ou há insatisfação além do desejável?Estou de bem com a vida, mas vou sempre traçando novos objectivos, até morrer.


Questão 8: Consideras-te mais crítico ou ponderado? Sabendo, contudo, que existem críticas ponderadas.


Ponderada até demais. O lado crítico tem vindo com a idade ( e falta de pachorra para aturar certas coisas).


Questão 9: Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente...? Define-te, de uma forma geral.
Não sou nada impulsiva, demasiado ponderada, bastante paciente. Quando era pequena gostav de fazer filmes mas com o tempo deixou de ter piada.

Questão 10: Consegues desejar mal a alguém e, normalmente, concretizar?

Geralmente não desejo e nunca concretizo. Em geral as pessoas que fazem mal padecem por suas próprias mãos ( e aí eu fico satisfeita, pois não sou nenhuma Santa).

Questão 11: Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)?

É conforme a lua. Em geral contenho-me mas quando me "dá na telha" demonstro o que tiver de demonstrar em qualquer lugar (sem atentados ao pudor, claro).


Questão 12: Qual o teu lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?

Orgulho, sem dúvida. Não sou nada teimosa.

Questão 13: Casamentos homossexuais e direito à adopção?

Sim, a ambos.


Questão 14: O que te faz continuar o blogue?

O contacto com pessoas que "ouvem" e entendem o que são os problemas de peso.


Questão 15: O número de visitas e comentários influencia o teu blogue?

De certo modo, embora tenha criado o blog só para mim, a verdade é que depois descobri que gosto de visitar os outros blogs e também gosto que visitem o meu. É sempre bom o intercâmbio de opiniões.

Questão 16: Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria?

Sou pouco dada a traçar o que quer que seja no plano ideal. Prefiro contentar-me com o real.


Questão 17: Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?

Sim, inclusivamente já organisei e participei em alguns.

Questão 18: Sabes brincar contigo e rir com quem brinca contigo?

Sempre.

Questão 19: Quais são os teus maiores defeitos?

A maldita da insegurança e falta de fé nas minhas capacidades.

Questão 20: Em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?


Responsabilidade, honestidade, ponderação, bom-senso,simpatia e calma.


Questão 21: Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?

O computador, sem dúvida.


Questão 22: Elogias ou guardas para ti?


Elogio sempre que merecido, faço "reforço positivo" sempre que posso faze-lo honestamente (vicío deixado da profissão).


Questão 23: Tens humildade suficiente para te desculpar, sem ser indirectamente?

Sim, às vezes até demais.


Questão 24: Consideras-te, de grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?

Sensível


Questão 25: Perdoas com facilidade?

Sim, às vezes até demasiada, mas nunca esqueço (será que isso por vezes não significa que não perdoei de verdade?? - ainda estou a tentar descobrir).


Questão 26: Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?

Morrer antes de deixar os meus filhos orientados (isto repete-se, não repete?!)



Beijocas e deixo o selinho em quem quiser responder e à Miss Slim, se ainda não tiver respondido até lá.

Su


PS: Amanhã publico as receitas light do desafio butterfly, as informações sobre os alimentos escolhidos e refiro os resultados do desafio. Fui trapalhona esta semana nas publicações das tarefas.Sorry

Triste, mas cá

Lamento hoje não ter muito que dizer, mas fiquei um pouco abalada por uma companheira de blog estar a atravessar uma má fase.
É difícil contactar só por blog pois algumas coisas são demasiado pessoais. Até no partilhar há limites.
Espero que ela se mantenha uma lutadora (que é) e depressa volte a sua forma habitual.
Eu, para não terminar em tom negativo conto-vos o que vou fazer daqui a pouco. Apanhar o maldito do galito que decidiu fugir da capoeira durante a noite. é claro que deve ter aterrado em cima da boca da minha cadela que lhe "depilou" todas as penas do rabo. Resultado: tem sido o meu exercício mais intenso da semana- correr atrás do malvado...sem o conseguir apanhar.
Fiquem-se com a imagem de eu, com os cabelos ao vento, a correr e tropeçar atrás de um mini-galo de rabo depenado, com as restantes penas igualmente ao vento!Linda imagem, não?
Nem tudo é tristeza, afinal eu ainda não tinha feito as caminhadas do desafio esta semana.
Um beijinho para todos e tudo de bom no fim-de-semana

Su

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Panos para mangas...

Qunado fui ao psicólogo esta semana e ele me disse que ainda iriamos abordar o tema da minha mãe eu disse "isso vai dar pano para mangas". E vai!
Só tenho pena que os meus pais, cada um à sua maneira, não sejam os únicos a conseguir "ignorar" os filhos. Preferia ser a única a padecer deste mal. E como foi dito (ou nem foi preciso dizer) nos comentários de ontem, esta nossa "invisibilidade" deixa marcas profundas na nossa maneira de ser e reagir às coisas.É incrível que após tantos anos e mesmo qunado tenho tanto orgulho de mim, essas cicatrizes invisíveis me levem a fazer depressões. Por eu mesmo assim achar que não estou à altura do que é esperado, por eu considerar que não estou a dar o meu melhor. Ou até mesmo mais complicado- mesmo quando sei que estou a dar o meu melhor nas condições que tenho...não me consigo desculpar na mesma. Não são os outros. Sou eu! A minha maior crítica, o meu maior carrasco e ...a minha geradora de auto-depressões. E o que me deixa mais frustrada é que racionalmente eu sei isto tudo, a minha lucidez é enorme e, mesmo assim não consigo evitar que as depressões aconteçam. Porque é que eu sendo tão lucida e ponderada não consigo quebrar este ciclo? E lá vem mais um processo de culpa e de sentimento de incapacidade.
Esta é a grande batalha a travar mas eu estou bem acompanhada para a vencer.Finalmente vejo um processo que me está a levar a algum lado (ao contrário do que passei anteriormente, em que me deixavam tirar todas as conclusões sozinha). Em vez de me deixarem falar sem uma linha condutora e sem qualquer orientação como aconteceu no processo anterior (há 5 anos atrás), desta vez o psicólogo vai-me explicando o processo e vai orientando o meu precurso. Dá-me mais a sensação de progresso e de ter o controle da situação.
Na primeira consulta qiuando ele me perguntou qual o meu sentimento face ao acompanhamento anterior eu disse "cumpri-o como se fosse um xarope que tem de se tomar porque é necessário. Não notei progressos nem retrocessos. Ia lá e porque tinha de ser". E de facto foi aasim que a coisa se passou. Fiquei sem saber se me fez bem ou ...nada. Só sei que no dia em que lá voltei com a 3ª recaída, me disseram que eu tería sempre estes "episódios" depressivos. Naquele momento senti-me condenada a ficar dependente dos medicamentos para sempre e decidi que tinha de fazer algo para controlar a situação sem medicamentos (detesto ficar dependente do que quer que seja). Foi aí que surgiu o reiki e nunca mais voltei a ter depressões, a não ser agora com o parto, claro.
Desta vez hei-de complementar o reiki com esta terapia, sem medicamentos. E hei-de erradicar esta tendência de vez. Afinal, não há nenhuma patologia que me leve a isso. São mesmo estas cicatrizes do passado que precisam ser entendidas e geridas de forma a não me sentir uma incompetente, mesmo quando sei que não sou.
Mais outra longa mensagem que deu pano para mangas. Quantas mais o tema daría...
Beijocas e muita auto-estima para todos nós.

Su

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Impactos do passado

Mais um dia de desânimo...como a chuva lá fora.
Ontem foi um dia de libertação emocional, primeiro com uma consulta de shiatsu que me deixou o sistema nervoso bem à flor da pele, e ao final do dia a consulta no psicólogo que me deixou "TPC" em que pensar. Realmente este ano e o 2ºsemestre do ano passado têm-me feito descobrir algumas coisas novas sobre mim. Ou talvez seja só o ver os traços que já reconheço em mim de outra perspectiva. tem sido enriquecedor em termos pessoais.
Ontem descobri que de alguma forma considero que nunca estive à altura daquilo que se esperava de mim. Nunca tinha pensado nisso conscientemente mas o facto é que nunca senti que os meus pais se orgulhassem de mim verdadeiramente. Nunca estiveram ao meu lado nos meus projectos, nem sequer tive ninguém na minha queima das fitas (embora só me tenha apercebido disso no dia quando lá vi a família de todos os meus colegas. O facto não me afectou grandemente, fiquei um bocadito triste por ninguém dar valor ao facto, principalmente tendo em conta que a minha mãe nem trabalhava na altura e o meu pai tinha todo o tempo do mundo para se ausentar do escritório. Ninguém queira saber. Senti que não fazia mais que a minha obrigação, ou que precisava de fazer um convite formal para eles mostrarem interesse em lá estar.
Na verdade acho que já estava habituada a que não ligassem nenhuma ao meus feitos, afinal eu em geral tinha sucesso em tudo o que fazia por isso também não era novidade. Era apenas o habitual.
Se que não sou a única (infelizmente). Ao longo dos anos eu deixei de ligar a este desinteresse pela parte dos elementos da minha família e se calhar gradualmente fui-me eu também desligando deles. E assim construí a família que concebia na minha cabeça e nela concentrei o meu mundo. Tenho hoje aquilo que desejei e fui eu que construí. É mais um feito meu a que eles não dão valor. Ter de atravessar as dificuldades que atravessei sozinha e conseguir dar "a volta por cima" não é para qualquer um e eu fi-lo. E fi-lo sozinha e bem (modéstia à parte).
Hoje em dia sinto que por vezes não percebem a minha falta de interesse em relação a algumas coisas que lhes digam respeito e o meu desapego em relação à falta da presença deles em momentos importantes na minha vida. Foi se calhar o resultado de anos de me ignorarem, a não ser para os apoiar e ajudar (pois é, fui eu que, anos a fio, dei o ombro, servi de elo de ligação e de elemento sensato e apaziguador entre eles). Agora já não me aquece, nem arrefece o facto de estarem ou não presentes. Desde que tenha lá a minha família, aquela a que eu me dediquei, eu estou satisfeita. Nessa temos um elo tão forte que nem precisamos de estar presentes para saber o que nos orgulhamos uns dos outros. Mesmo ausentes estamos lá, está lá o nosso apoio e carinho. Não tenho medo de dizer ao meu filho que me orgulho dele por dar o seu melhor (mesmo que isso signifique que ele desafinou na festa da escola, ou que se enganou na peça de teatro da festa de Natal, ou que só teve um satisfaz no teste de Matemática). Quando sei que ele deu o seu melhor, isso é o bastante para mim, e expludo de orgulho pelo meu rebentinho.
Os meus "Bom" nunca me trouxeram felicidade. O ter esperado pelo momento certo e pessoa certa para casar e ter filhos nunca me valeu palavras de orgulho dos meus pais (mas eu incho até rebentar de orgulho de mim!), o ter conseguido tudo o que consegui até hoje a pulso nunca me valeu um abraço mais carinhoso e forte. Só no Natal, que é quando fica bem para "a fotografia" dizer coisas bonitas e dar abraços fortes. Nesses momentos, essas demonstrações não me dizem nada. É no dia-a-dia que gostava de sentir o orgulho, como sinto em relação a quem me ama, mesmo que não o diga. São sentimentos que são demonstrados em acções desinteressadas e não agendadas.
Hoje a divagação já vai mais que longa por isso fico-me por aqui.
beijocas e boas demonstrações de amor aqueles a quem querem bem.

Su