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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Balanço das 101 tarefas em 1001 dias.

mais uma semana passou e pouco tempo tive para escrever aqui. pelo menos lá fui escrevendo nos vossos blogues conforme posso. nem tudo é mau.

Esta semana tenho concentrado em dar atenção e tempo a mim pois andar ao sabor da maré não me leva a bom porto tão depressa como desejo.

Acabei de ler o livro e por isso voltei ao principio para retomar e andar para a frente com as tarefas que têm andado a passo de caracol.
Tudo o que tenho feito tem tido efeitos rápidos ( de me fazer cair o queixo) e não há dúvida que a minha paz, serenidade e maior alegria está a refletir na minha família, fazendo que eles também sintam necessidade de cuidar mais de si próprios. É o amor a transbordar.

Em termos laborais sinto que no final deste ano lectivo terei nova mudança e espero tomar a melhor decisão.

Hoje, que não tenho muito para dizer, ou o que tenho não me apetece escrever, faço balanço das 101 coisas em 1001 dias.
Então no final do ano 2012 fiquei com o seguinte balanço:


Tarefas concluídas: 42

Tarefas por realizar: 59
Tarefas em evolução: 12

7 tarefas concluídas no ano 2012 desde a última actualização:


  • tarefa 12 - caber dentro do vestido vermelho - concluída - coube e sobrou espaço, infelizmente não gostei de me ver com ele e acabei por não o usar para saída nenhuma). Acho que na próxima lista tenho de arranjar um novo vestido;
  • tarefa 19 - mimar-me uma vez por mês durante um ano - concluída - esta não custou cumprir ;-p
  • tarefa 20 - Fazer meditação 5 dias por semana durante um mês - concluída  - finalmente parece que me estou a colocar mais para cima na lista de prioridades!
  • tarefa 21 - Fazer reiki 5 dias por semana durante um mês - concluída - soube bem embora já me tenha voltado a "abandalhar"
  • tarefa 49 - Limpar o carro todas as semanas durante um mês - concluída  - fiz rotativamente conforme o mais necessitado mas o carrito ficou sempre cheiroso e cuidado - agora já está necessitado de uma aspiradela e lavadela extras (vivo numa estrada de terra, neste momento em obras)
  • tarefa 63 - Arranjar máquina da loiça - concluída - não tinha reparação foi para a reciclagem
  • tarefa 71 - Fazer uma actividade diferente pelo menos uma vez por mês com os miúdos - concluída - esta foi aos solavancos pois houve meses em que não consegui fazer nada com eles e outros em que fiz várias actividades. Foi conforme se pode.
(quem sabe um dia eu chego a cumprir um mapa destes)

12 tarefas em andamento/evolução:

  • 28. Acrescentar 12 receitas novas à minha lista de refeições semanais (média 1 por mês);4 receitas novas
  • 30. Aprender a cozinhar 2 novas receitas vegetarianas/baixas em calorias; só 1
  • 64. Fazer mudança da V.; já fiz parte dela
  • 66. Esvaziar arrecadação; está quase
  • 67. Esvaziar garagem; está quase
  • 68. Doar caixas de coisas e livros que já não uso; os livros já foram mas os caixotes das coisas ainda estão por aqui (não sei bem a fazer o quê confesso)
  • 55. Fazer a limpeza detalhada nos quartos; (fiz o meu, a despensa,a casa de banho,  metade da cozinha e metade do quarto da filhota) tenho deixado quase tudo a meio o que é pena pois nunca consigo encerrar a tarefa e quando dou por isso já tenho é de voltar a fazer tudo do início.
  • 56. Fazer a limpeza detalhada na casa de banho; já fiz de uma, falta a segunda
  • 76. Conseguir seleccionar o resto das coisas do E.; Praticamente tudo feito
  • 77. Queimar o que não interessa do E.; ainda não queimei por falta de oportunidade ou ...não sei.
  • 78. Concluir todo o processo do E.; Concluí agora no mês de fevereiro por isso esta já pode passar para as concluída- com muita chatice à mistura é verdade
  • 79. Conseguir 10 clientes para as terapias;1 regular e estou em vias de conseguir mais 2 regulares

O meu balanço é positivo para final do primeiro ano. Afinal vou praticamente a meio das tarefas.
Este ano tenciono concluir as duas tarefas das receitas e estas que estão quase concluídas para depois então me dedicar a iniciar as outras.

Beijocas e bom fim-de-semana

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hoje apetecia-me mais

Hoje apetecia-me ter mais tempo para vos escrever algumas das muitas coisas que tenho para contar, mas não tenho tempo por isso fica uma "brevinha".
Estou farta de produzir coisas boas hoje e isto porque comecei o dia do modo certo- encher-me de amor e chorar por isso. Levei mais tempo do que tinha destinado para essa função mas tudo se resolveu e consegui sair a horas com os miúdos. Foi tempo bem investido e o que tenho é de me levantar mais cedo para fazer as coisas sem pressa ou pressão. Hoje dormi bem e até mais tarde do que é costume o que me soube bem.
Hoje prometi a mim mesma e a Deus que irei cumprir a minha parte neste percurso e que o meu tempo de pausa acabou. Soube bem e chorei para não variar.
Todos os momentos em que tenho assumido o compromisso de me deixar ser feliz, de reconquistar o meu verdadeiro Eu e de me libertar do que me tem feito engordar e manter o medo e sentimentos negativos e limitativos cá dentro, têm sido momentos muito emotivos em que de imediato as lágrimas me correm pela cara a baixo. Não dá para reter. São todas as lágrimas não choradas e enterradas em camadas de gordura que as seguram. Elas têm de sair não há outra maneira de fazer as coisas.
Enquanto escrevo estas palavras choro, não de dor do que escrevo, mas de libertação por partilhar o que sinto. São lágrimas das boas, que me fazem suspirar e respirar fundo no final e me deixam mais leve e em paz comigo mesma por as ter libertado.
Ao longo deste processo tenho a sensação de estar a mexer num lago cheio de lodo em que eu não me movimentei durante muito tempo, apenas deslizava devagar para não levantar a porcaria. Agora eu remexo esse "lodo" (leia-se sentimentos reprimidos, medos e sentimentos que nem eu sabia que cá estavam ou reconhecia algum peso). Deixo vir tudo ao de cima (não tudo de uma vez, bem entendido, as coisas vêm surgindo no momento certo) e remexo para a água desse lago ser renovada e lavada pelas lágrimas e nova água, pura e limpida poder entrar (lágrimas de alegria e alívio).
Não dá para explicar tudo de uma vez. Acho que nem em dez vezes, mas prometo ir dando notícias aqui.
O que importa é que eu estou bem. Eu hoje recomecei a caminhada que comecei há 2 semanas atrás e deixei em suspenso pois...o medo paralisou-me no processo. Hoje eu assumi o compromisso de dedicar mais tempo a cuidar de mim e me resgatar interiormente. hoje eu já consegui respostas a uma pergunta que fiz. Hoje eu conheci-me melhor e uma das razões pela qual precisei de me esconder debaixo de tanto peso. Hoje eu dei mais um passo (ou vários) na direcção certa. Hoje eu estou mais feliz. Hoje eu estou mais Eu.
beijinhos e sejam felizes

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Não sei se é bonito...

...eu vir aqui dizer que há muito tempo que não sentia e via tão bonita como agora mas é a verdade.
Isto é só para exemplificar o quanto o nosso complexo de culpa está intrínseco dentro de nós- ontem ao escrever a afirmação acima sobre como me vejo e sinto, o sentimento de culpa veio logo atormentar-me como se daquela mocinha que queria a mala Chanel me tratasse.
"Então numa época em que toda a gente se lamenta de todos os infortúnios que lhes acontece e mais a crise, o desemprego, a falta de dinheiro, as depressões, etc (a lista não teria fim) tu vens para o blog gabares-te de te sentires bonita?!" Senti-me como se tivesse de esconder as coisas boas que me acontecem ou se tivesse de me lamentar de algo só para me ajustar ao panorama que o país vive.
É evidente que ninguém me fez sentir assim, mas é assim que por vezes eu me sinto. Culpo-me de tudo o que acontece e às vezes nem consciência disso tenho.
E é sobre culpa que quero falar dentro do sistema que estou a seguir para "resgatar" o meu Eu verdadeiro, aquele que corresponde à minha verdadeira maneira de ser.
Quando entrei neste processo não fiquei surpreendida que ao prestar atenção às minhas vozes interiores eu me culpasse por muita coisa. Era algo de que já tinha consciência só que não estava tão atenta que me apercebesse do ridículo de algumas situações em que isso acontece. Parece imediato- algo acontece e imediatamente eu penso "o que é que eu fiz errado?". E foi ao analisar esta constante e ao me esclarecer sobre ela que concluí que tinha de me libertar deste tipo de pensamentos pois as compulsões alimentares ou comportamentos de descontrole face à comida vêm disto precisamente- o medo e a culpa.
É uma bola de neve- a gente come para abafar algo que nos deixa ansiosos, assustados, stressados e depois sentimo-nos stressados, e culpamo-nos porque não nos controlámos. Não chega penalisarmo-nos com comida, mas ainda nos empurramos mais para baixo por um sentimento de culpa que não resolve nada mas piora muito a nossa situação de vulnerabilidade e falta de auto-estima e auto-confiança.
Esta é mais uma das novidades que já consigo notar algumas diferenças desde que comecei a seguir este sistema- deixar de me sentir culpada quando não controlo a alimentação.

Algumas vezes o controlo já vem de forma natural e eu recuo mas de outras vezes eu borrifo-me para o sistema e ataco a comida- só que já não me culpo por isso. penso só que estou em processo e desculpo-me pelo descontrole. Encho-me de amor e fico em paz em vez de atormentada e consumida pela culpa e sentimento de incapacidade.
É verdade que ainda não atingi a perfeição (como se pode ler) mas as melhorias trazem muita paz e melhoram a nossa auto-estima o que melhora as nossas hipóteses de auto-controle em vezes futuras. Há que não ter pressa mas ir avançando passinho a passinho.

Beijocas e encham-se de amor em vez de culpa e critica.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mais dieta espiritual - primeiro impacto


Hoje não irei avançar mais nas lições pois calculo que quem queira seguir levará algum tempo a escrever sobre os vários sentimentos que devemos abordar.
Aviso já que não vale a pena saltar passos a pensar que não são precisos pois no fundo...estamos a "atalhar" em atenção a nós próprios/as. A "aldrabice" no processo sairá de nós ou poderá deitar por terra qualquer resultado que esperemos atingir. Acho que durante o processo nos devemos perguntar bastantes vezes o quanto queremos isto- recuperar o nosso verdadeiro Eu, aquele eu que está soterrado em gordura, medos, e todo o género de sentimentos menos positivos que têm na lista.
Eu continuo no terceiro tópico da lista e por isso continuo a escrever sobre os meus medos e os meus sentimentos sobre isso. Sem pressa.

Agora vou falar dos efeitos de alguns dos primeiros acontecimentos desde que comecei a ler o livro.(nota no final).


Ao ler o prefácio, a introdução  nasceu a vontade de escrever sobre este meu percurso (mal sabia eu que teria mesmo de colocar muita coisa no papel).  Nesse mesmo dia peguei num caderninho muito velhote e toca de escrever os meus sentimentos e pensamentos em relação a esta apresentação do livro.
De seguida li os primeiros dois capítulos do livro, e comecei a fazer o primeiro exercício (o de escrever sobre as palavras, onde ainda estou). Nesse dia fiquei-me pelas duas primeiras palavras mas fui surpreeendida por duas alterações:

1º que o facto de escrever provocam em mim sensações físicas que comprovam a eficácia do sistema (é só experimentarem para comprovarem o que eu digo).
Deixem fluir para o papel tudo o que vos vem à cabeça e ao fim de algumas linhas talvez sintam o vosso corpo a reagir a isso (apertos, tensão, dores, lágrimas, falta de ar...). Tanto quanto percebi isso faz parte do processo de libertação desses sentimentos e emoções. Há que deixar fluir.
Confesso que me senti um bocado aflita no primeiro dia (eu não disse que o processo era fácil) com o aperto que comecei a sentir no coração e nos pulmões e por isso pedi a ajuda a forças superiores para me ajudarem a passar pelo processo (daí eu ter referido para recorrerem a essas forças sempre que necessário). Como sou reikiana, tenho recorrido bastante aos guias de reiki para me ajudarem , mas qualquer um de vocês poderá recorrer a Deus, a anjos, santos, etc. Como também tenho a facilidade de ter outras terapias alternativas disponíveis que fazem parte do meu curso, também me recorri dessas para me ajudar no processo.

E assim tenho de admitir que a minha primeira ideia do processo é que é...um tanto "violento" emocionalmente (não mais do que o mal que temos andado a fazer a nós próprios aos longos dos anos, claro) pois mexe muito connosco por dentro, lá no fundo, onde não queremos mexer. Penso que temos de estar preparados para passar por isso e estar dispostos a deixar-nos ajudar por quem pode. É claro, que tal como já referi, aceitar ajuda e dar as rédeas da situação a alguém, mesmo que esse "alguém" seja Deus, é logo o meu calcanhar de Aquiles por isso do sufoco começou logo aí. E até quando o meu Eu racional dizia que queria e estava disposto a abdicar do controle da situação...as imagens que eu via na minha mente mostravam que eu não era capaz de dar esse passo. Tive de recorrer ao apoio do meu guia, em quem já confio e a quem já recorro, para me ajudar nessa transição. Resultou e isso deu-me logo uns pulmões maiores mas também uma sensação de paz que me mostrou que estava no caminho certo (sim, o meu Eu gordo continua a duvidar de si e das suas capacidades).
Nesse mesmo dia tive o prazer de fazer uma aula de hidroginástica e ser acompanhada pelo meu Eu gordo (aquela parte de mim que quero perdoar, libertar, cuidar). Aproveitei para reparar no aspecto dela, nos seus sentimentos e no seu comportamento.
Como a mensagem já vai longa já não irei descrever aqui mas posso dizer que nesse dia fizemos a aula "juntas", rimos juntas e divertimo-nos, desprendendo-nos do objectivo de emagrecer. No fundo, as duas partes de mim ( o Eu-gordo que os meus medos criaram e o Eu-magro que é o meu corpo perfeito que foi criado por Deus) deram as mãos e dispuseram-se a fazer o percurso em conjunto.
Senti-me bem com isso e senti que tinha dado um passo na direcção certa.
Para verem o vosso "eu-gordo" basta expressarem mentalmente essa vontade e verem mentalmente o que vos aparece. Não deixem de reparar nas características físicas (pequena, grande, alta, magra, gorda, bonita, feia, a posição em que está, postura, andar,...) e nas psíquicas (alegre, triste, medrosa, corajosa, zangada, agressiva, meiga, acanhada,...). Todas as palavras que vos venham à mente passem para o papel sem analisar. Isso é o vosso Eu-gordo.
O livro não fala desta parte (pelo menos até agora) mas eu sei que nos dá alguma informação quanto ao processo.
Para a próxima descrevo o meu e refiro as alterações que entretanto sofreu, pois já foram algumas.
Beijocas e bom fim-de-semana (esta mensagem foi escrita e agendada para ver se mantenho mensagens regulares)

Nota: para quem me perguntou, o livro é "Aprender a perder peso: as causas espirituais dos nossos maus hábitos alimentares", da Marianne Williamson. Quem quiser ver o que mais escrevi sobre o assunto pode ir à etiqueta "livro" pois foi criada para o efeito.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Primeira lição- derrubar o muro

A primeira lição (muito resumida) do curso para aprender a perder peso com base nas causas espirituais dos nossos maus hábitos alimentares vai precisar sobretudo daquilo que requer todo o processo- não ter pressa!

Algo que me esqueci de recomendar ontem foi que se mantenham atentos a todos os sentimentos que têm ao longo do dia e principalmente os sentimentos ao que lêem aqui - quando se sentem ansiosos, receosos, nervosos, com medo, com raiva, indignados, incrédulos...reparem bem como se sentem ao longo do processo (ou leitura do mesmo, mesmo que não o sigam ou ponham em prática).

Não tentem encurtar ou "atalhar" nas tarefas. Levem todo o tempo que fôr necessário e façam mesmo como é indicado. Arranjem um caderno, coloquem aí ao lado e vamos lá.

A primeira lição fala de um muro. O muro que ao longo da nossa vida fomos criando à nossa volta (em forma de gordura) e que enterra dentro de si o que não queremos que venha ao de cima (em geral sentimentos e acontecimentos) e mantêm à distância a proximidade das outras pessoas, não lhes permitindo chegar suficientemente perto para nos magoar ou agredir. Algo familiar? Como se sente em relação a isto? Quer pôr no papel o que lhe vem à cabeça sem censura? Cada um decidirá o que quiser. Podem acabar de ler esta mensagem mais tarde se quiserem interromper agora para escrever. Não se esqueça de registar os pensamentos que lhe vêem à cabeça (todos sem excepção), bem como o que sente o corpo (dores, tensões, peso, aperto...). Não precisa de escrever frases bonitas. É só tirar notas em forma de tópicos de maneira a descarregar tudo para o papel. Pode reparar também como se sente ao fazer isso e como se sente depois de o fazer. Registe também. É um processo seu por isso escreva tudo sem receio.

 Cada tijolo desse muro terá escrito palavras como:
vergonha, raiva, medo, rancor, recriminação, desdém, responsabilidade excessiva, pressão, exaustão, preocupação, stress, desgosto, injustiça, protecção, orgulho, egoísmo, inveja, ganância, preguiça, isolamento, desonestidade, arrogância, inferioridade, humilhação, abnegação ou outras.

Esse muro terá de ser deitado abaixo e para o fazer terá de voltar a esta lista de palavras e ir escrevendo tudo o que sente em relação a cada uma delas.
Por exemplo "Sinto-me envergonhada/o por...."
Não é para fazer à pressa pois aquilo que à partida não parece ter muito que dizer...com alguns instantes de tempo...ocorrem outras coisas. Não pensem muito no que lhe vem à cabeça. coloque só no papel e pronto.

Eu estou ainda nesta fase e posso dizer que ainda não passei da terceira palavra apesar de ter pensado na primeira "oh, esta só tenho dois apontamentos a fazer!" Pois é. bastou esperar alguns instantes e outras coisas começaram a vir à mente. Em vez de me questionar muito sobre se eram vergonhas ou não, passei-as para o papel. Afinal, se elas me vieram à mente nessa altura é porque em alguma parte de mim isso surge associado à palavra, não é?
Vou investir ainda muito tempo nesta lista sem querer avançar muito pois terei de escrever tudo e isto não é algo para despachar "em cima do joelho". Eu mereço esta atenção e dedicação e é isso que eu vou dedicar a mim mesma.

Não se esqueçam de algo que já devem ter concluído. Não chega identificar a dor que nos atormenta. para nos curarmos temos de nos libertar dela. Não chegará dizer " eu estou tão envergonhada em relação a esta situação". O reconhecimento não é por si só uma cura. Será preciso colocar esses sentimentos nas mãos do poder superior e pedir-Lhe que nos ajude a encarar isso de forma diferente. isso sim é uma cura.
Como se sente? Quer escrever isso também?

Deixo-vos com os vossos pensamentos ou canetas.
beijocas e até amanhã

Nota: mensagem escrita e agendada para manter mensagens regulares sobre o processo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mais notícias da dieta espiritual

Há tanto para dizer que o difícil é conseguir ter tempo para o fazer. Vou tentar ir por tópicos.

1º estou a adorar a caminhada espiritual/ interior face ao eu verdadeiro. Sem dúvida que perder peso será apenas um bónus pois o percurso já vale a pena. A sensação é de nos reconquistarmos e encontrarmos a nossa verdadeira essência, o que está no intímo da nossa natureza antes de tudo o mais que foi distabilizando esse nosso "verdadeiro Eu interior".

2º apesar de aparentemente não ser um processo sofisticado e muito elaborado, será sem dúvida muito trabalhoso e exigente da nossa parte, sobretudo no que respeita a abandonar os nosso medos, por tudo da mesa (leia-se no caderninho) sem restrições, limitações ou receios. Resulta, posso já assegurar. As mudanças na nossa maneira de ver as coisas e na nossa vida, no nosso estado de espirito dão-se de imediato, lerão bem DE IMEDIATO. Agora que tenciona entrar num processo destes de descoberta pessoal com receios e "pés atrás"...não sei se conseguirá avançar como gostaria.
Atenção que os resultados imediatos não são a nível de peso (não o ganharam de um dia para o outro, também não o vão perder como um passe de mágica). As mudanças são a nível do vosso interior, como se sentem e como vivenciam as coisas na vossa vida.
3ºquem se mete a descobrir a razão de engordar (não o efeito que é comer demais, não conseguir fazer exercício, comer compulsivamente, etc) tem de estar preparado para dedicar algum tempo a essa descoberta pois requer a pessoa querer isto muito e colocar isso como prioridade.
4º este processo de ir à raiz do problema em vez de tratar os efeitos dele é muitíssimo adequado a comedores compulsivos e "dependentes de comida".

Sem mais me alongar sobre tudo o que me entusiasma diariamente na minha descoberta vou passar a resumir os primeiros passos do sistema (muito resumido).
Para terem uma ideia- eu vou na primeira fase e quero levar o tempo que for preciso para a concluir de forma eficiente. Comecei na semana passada e neste momento tenho a sensação de estar envolvida neste processo 24h por dia, pois já não consigo fazer nada sem manter o processo em mente.

Cada um passará de forma diferente pelas diversas fases pois isto é um processo pessoal e intímo.

O primeiro passo vai exigir que aceitemos que quando o nosso corpo cede à compulsão ou à dependência as nossas funções vitais físicas e mentais são como que congeladas.Torna-se impossível vencer esta batalha sozinhas/os. Daí que, tal como em qualquer dependência, tenhamos que começar por admitir que  temos um problema e que não somos suficientemente fortes para o vencer.
Segundo passo aceitar que nós não podemos mas há forças superiores nós que podem. Cada um terá de decidir quem o ao quê irá confiar este processo. Pode ser a Deus, a Buda, a guias, anjos, santos, ao universo, à luz divina...sei lá. (foi aqui que me esbarrei com a primeira dificuldade mas já a ultrapassei por ter reconhecido que a minha resistência tinha a ver com a resistência /medo normal de entrar no processo)
Terceiro passo - entregar a responsabilidade do processo a essa entidade/força superior. Pois é, não somos nós que fazemos o processo, senão já teríamos emagrecido não é? Quem vai orientar o processo é essa força superior pois isso permite-nos alinhar a nossa energia com o nosso subconsciente, recordando o nosos corpo, mente e espirito da perfeição como fomos criados. temos de confiar que esse poder superior fará isso por nós. Confiarmos-lhe a nossa vida. (minha dificuldade número dois- por a minha vida nas mãos de quem quer que seja e abdicar do meu auto-controlo sobre a situação...nem por isso.  Tive de reconhecer esta nova resistência ao processo e sobretudo os meus medos e fragilidades a vir ao de cima. Touché! Debati-me com a questão durante dois dias e lá consegui confiar e respirar de alívio por não ter essa responsabilidade e problema sobre os meus ombros. Afinal, se for a ver, os meus problemas de peso falam por si que o meu auto-controlo da situação não tem funcionado).
Quarto passo - assumir o compromisso de ser bondosos connosco próprios. As compulsões e dependências são formas de violência contra nós próprios. Censurarmo-nos por termos estes comportamentos (não terminam instantâneamente) serve apenas para nos "massacrarmos" ainda mais.

Apesar de a responsabilidade de nos fazer vencer no processo esteja entregue a um poder superior a nós cabe a responsabilidade de participar activamente no processo (não é só encostar para trás e esperar que o milagre nos caia nas mãos). preparem-se para trabalhar muito, darem muito de vocês e se encherem de amor e perdão várias vezes ao dia. Quando tiverem dúvidas sobre se estão a fazer certo ou errado, perguntem ao vosso acompanhante Superior- ele trará a resposta até vocês. A pessoa só tem de confiar no que sente como resposta. Se se sentirem "incapazes" durante o processo ou esmagados/as emocionalmente, recorram também a esse Poder para vos apoiar e ajudar. Nunca será uma caminhada a solo pois estarão acompanhadas/os desde o início até ao final. Tirem partido dessa força. Recorram muita a ela para vos encher de amor em horas em que não estamos a fazer o melhor para nós ou estamos a vacilar. Respirem fundo e deixem a energia da natureza, a paz e o amor entrar em vocês e tranquilizar-vos. (Eu faço-o milhentas vezes ao dia neste momento e os resultados têm sido espantosos. Eu depois conto aqui um ou outro episódio)

Como vêem/lêem isto dá pano para mangas. Amanhã deixo o resumo da primeira lição.
beijocas e fiquem bem

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Balanço de janeiro e tarefas para fevereiro


Balanço de janeiro:
- atingir os 85,9kg -  X tinha mais de 3 quilos a perder e fiquei nos mesmos 89,7kg que tinha no início do mês.
- exercício 5 dias/semana;- X continuei com os 3 dias/semana
-meditação 5 dias/semana; - OK fiz trabalho espiritual todos os dias por isso vou considerar feito
accionar factura electrónica; X dei o primeiro passo mas esbarrei no facto da água desta região não ter factura electrónica. Parei de tratar do assunto e não devia.
- começar grandes tarefas; - OK fiz duas segundas-feiras
- fazer hidrolinfa  2 X/semana; -X fiz 1 vez/mês
- fazer 1 exfoliação do corpo; -OK
- arranjar as unhas; -OK
-arquivar papéis; -OK
-fazer 5 passeios com os cães; nenhum
- lava-loiça a brilhar; semi-OK tenho feito os possíveis vou considerar feito
- actualizar agenda e calendário; OK 
Tarefas= Metade cumprida. Lição a aprender: continuo demasiado ambiciosa nas tarefas e tenho de as subdividir em etapas mais pequenas. 

Tarefas de fevereiro:
1-      Accionar factura electrónica (quero poupar papelada e tempo de arquivo)
2-      Continuar a fazer as tarefas do livro e não me esquecer de mim;
3-      Limpar energias na casa (destralhando, arejando, lavando, queimando incenso)
4-      Continuar a fazer os florais e a beber água (comecei há dois dias)
5-      Estar em paz e ouvir a minha voz interior. (tenho-a ouvido cada vez mais e estou surpreendida por não reparar em todos os sinais que sempre estiveram cá)

Um pouco estranhas, não? As duas primeiras são minhas as seguintes duas ouvi o meu interior em relação ao que deveria fazer este mês. A última …continuava na minha cabeça desde o início da lista sendo sempre ignorada. Decidi confiar na voz interior (quem sabe no meu “eu-gordo”?) e integrei-a na lista.
Talvez seja uma maneira invulgar de elaborar listas de tarefas mas sinto que é a correcta. No final do mês veremos os resultados.

A para disto só me pesarei uma vez por semana (por causa do desafio das estações) e passo mais tempo ao ar livre.
É mais ou menos evidente que ando a lutar para me impor resultados que não consigo atingir e que por isso acabam por gerar mais frustração e auto-recriminação. E quando o que fazemos não está a funcionar…faz sentido experimentar algo novo. Tal como nos regimes de emagrecimento.
Também tenho os vales das terapias para acabar e para já vou eu fazer um tratamento que ando para experimentar há algum tempo. Depois conto se ajudou.
Vocês como vão no balanço do vosso primeiro mês? Têm intenção de mudar alguma coisa na forma como fazem as coisas? Alguns ajustes à vista? E esses, são só para vos castigar pela vossa falta de eficiência ou são para vos dar mais compreensão (sabem, aquela compreensão que oferecemos sempre aos outros e nunca a nós)?
Beijocas e fiquem bem

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Estou tão feliz e com tanto para contar!!!

Não vai caber tudo aqui por isso comecei a escrever o livro que sempre soube que escreveria mas que acabou por ficar no "vamos ver".  Neste momento posso afiançar que esse livro é uma realidade já começada, com prefácio, introdução e primeiro capítulo começado (sim, em duas partes de manhã escrevi 5 páginas). Está-me a dar um gozo desgraçado e a ser um grande parceiro libertador de muita coisa. aconselho sinceramente principalmente a quem, como eu, gosta de escrever.

Esta é apenas a primeira novidade pois claro, para já ter escrito tanto só pode estar a acontecer outro tanto.
Este livro é sobretudo um diário que me irá acompanhar nesta caminhada espiritual no meu processo de emagrecimento. Lá registarei todos os exercícios que vou fazendo de acordo com as indicações do livro que referi na mensagem anterior, mas também tudo o mais que me vem à cabeça relacionado ou não com o processo.

Nas últimas semanas, mais concretamente desde que me libertei da responsabilidade de ser fiadora da casa do meu irmão, que me senti mais preparada e disponível (quase na obrigação) de me dedicar a cuidar de outros aspectos da minha vida, já que agora não havia desculpas deste factor a perturbar a minha mente ( e se perturbava!!!) Na minha mente surgiu-me o pensamento "sim,  e agora que desculpas/argumentos/justificações é que vais arranjar para não fazeres os que «deves»?" Pois. A minha costela exigente e critica comigo mesma veio logo à superficie. É outro aspecto para eu resolver.
A verdade é que durante vários anos tive a sobrecarga de muitas responsabilidades de família nas minhas costas mas a pouco e pouco fui-me libertando delas e agora está na altura de dar atenção a mim pois não tenho razão para não o fazer. Já consigo confiar o suficiente de que o que falta irá a bom porto de seguida.
Como a mensagem já vai longa vou tentar resumir o assunto e dizer que não vou contar aqui tudo o que se vai passar comigo, não por ser muuuuito pessoal, mas porque se torna muito extenso quer para mim, quer para vocês.
Posso aconselhar desde já alguns passos que dei e deram resultado:
- respeitar o meu desejo de parar com o acompanhamento nutricional e deixar de maltratar o meu corpo com um regime e exercícios forçados (sim, porque desde que deixou de dar "gozo" fazer as coisas, tornou-se uma "auto-flagelação"). Não resulta impor as coisas assim ao organismo e entramos na fase menos positiva em que as/os nutricionistas não nos conseguem ajudar e nós passamos a culpar-nos por não conseguirmos cumprir as coisas e/ou ter resultados positivos.
Atenção: Isto não quer dizer que eu abandonei tudo.Eu continuo a fazer exercício 3 vezes por semana mas recuperando o prazer/divertimento em faze-lo em vez de me concentrar nos resultados no peso. Deixei de ir à nutricionista e interrompi o regime espartano (muito limitado) que estava a fazer para passar para uma alimentação normal com um pouco de tudo mas sem fazer grandes asneiras. Quero libertar-me da pressão que sentia em comer o que é certo para recuperar o prazer em comer e retirar o stress que já estava a associar a cada coisa que metia à boca. Mas tenciono no mês de Março voltar às consultas e se calhar voltar à "estaca zero" no regime de forma ao meu organismo voltar a reagir como reagiu no início.

- aconselho seriamente a quem tem problemas de peso ou depressão, tristeza ou coisas que só correm mal- fazer um destralhamento da casa, de modo a abrir espaço para novas e boas coisas entrarem na sua vida. É tiro e queda, posso garantir que quem faz destralhamento sobretudo em coisas que não são mexidas há muito tempo, nota imediatamente mudanças na sua vida e até o humor muda para melhor. Experimentem pois mal não pode fazer. Tem sido uma verdadeira benção na minha vida e a melhor e mais barata terapia que conheço. É só ir pegando em coisas que não usamos e ir separando em 3 recipientes/sacos (Um para coisas a dar/doar, outro de coisas para o lixo e outro de coisas para arrumar). Uma boa dica que aprendi: o que não tem categoria de arrumação ou local próprio me geral é tralha. Eu irei desenvolver o tema noutra mensagem posteriormente.

- uma das experiências mais interessantes que tive nos últimos dias foi a de hoje/foram as de hoje.
Primeiro uma das minhas cadelas fugiu de manhã, logo hoje que tenho a rua cheia de escavadoras para meter os canos de esgoto na rua. podem imaginar o meu stress entre a preocupação com a cadela, a raiva por isto acontecer de manhã quando tenho de levar os miúdos à escola, o cansaço e frustração de andar a correr atrás dela sem a conseguir apanhar e os sentimentos de culpa por ter sido eu a deixa-la sair por uma burrice. Não podem imaginar os fio de pensamentos que veio depois enquanto conduzia o carro rumo à escola do mais velho, mas posso garantir que foi o pensamento padrão meu em situações em que posso sofrer uma perda. Tudo quanto é idiotice e muros se ergueu à minha volta para me proteger do sofrimento caso acontecesse algo à cadela. 
Foi aí que se fez luz. "tu fazes sempre isto e é idiota!" tive de assumir. " Tu devias era estar a pensar que confias no universo para manter a cadela em segurança e libertar-te da raiva para te encheres de amor perdoando-te a ti e à cadela". E foi isso que fiz. A calma veio até mim no caminho para a creche e fiquei a saber porque a cadela fugiu naquela manhã= para me ensinar uma lição que eu precisava de aprender.
O processo não é tão fácil como parece e não chega encher o nosso "eu gordo" de amor pela manhã. Também é preciso estar atento ao que acontece depois  e ir mudando a nossa maneira de agir e reagir.
Lição aprendida.
É claro que este episódio teve outros desenvolvimentos mas posso dizer que 6 horas depois quando voltei a casa, a cadela veio a correr para mim e já está sã e salva em casa. As duas aprendemos uma lição hoje. A minha espero que dure mais pois estou certa que na próxima oportunidade ela vai fugir outra vez e esquecer-se do "cagaço" que apanhou (hihihi).
A outra coisa que também aconteceu hoje ao escrever o primeiro exercício do livro foi visualizar o meu "eu gordo" (que já tem a ver com a lição2 do livro). Não visualizei porque fiz por isso, mas porque surgiu naturalmente. Fixei-me no seu aspecto e nos sentimentos que me transmitia essa imagem. Escrevi. Depois escrevi também o que eu sentia em relação a esse "eu". Escrevi tudo o que me veio à cabeça sem censuras. Por ser do ramo das terapias fiquei a saber que o processo de mudança está em andamento e esse eu foi fazer a aula de hidroginástica comigo. Rimos juntas como se fossemos duas crianças e ao fim de algum tempo ela estava totalmente integrada comigo e concentrada no exercício. Estavamos a curar-nos juntas.
Eu explicarei as lições uma a uma aqui para que este episódio fique mais claro mas posso dizer que tudo está a acontecer muito depressa e está a ficar muito claro para mim. É maravilhoso.

Desculpem (eu avisei) o discurso um bocado sobre temas que ultrapassam a compreensão mas para quem se identifique com o processo é mesmo uma coisa maravilhosa de reconquista de nós. E ainda só li a primeira lição (que ainda só fiz um décimo) e parte da segunda (que ainda não fiz nada).
É verdade que o facto de eu ter outras "ferramentas"(terapias) a que recorrer como terapeuta holística se calhar acelera o processo e torna tudo mais intenso.
Isto são duas gotas no oceano de experiências que tenho tido nos últimos dois dias mas conforme for podendo vou relatando aqui. É mesmo muita coisa e quando dou por isso já se passarm mais duas ou três coisas.
A mensagem é longa mas eu prometo que estou bem organizada (ou pelo menos tento) e tenho escrito num post-it os temas que devo abordar no blog para não me esquecer de nada e também não ficar com mensagens quilométricas.
beijocas e bom fim-de-semana para todos.