Segunda-feira veio e com ela os contratempos que impediram de voltar a organizar rotinas.
primeiro foi a oficina que me disse que o carro estava pronto às 2h30 e depois de eu fazer uma hora de caminho e gastar combustível e portagens (já para não dizer muito tempo) me pergunta se fazia muita diferença ir lá buscá-lo no dia seguinte porque afinal tinha uma coisinha que ainda não estava pronta.
É claro que me faz diferença, não moro ao lado da oficina, mas a 60 km dela. Lá voltei com o carro de aluguer para casa outra vez (que remédio) a partir dessa data com as despesas asseguradas por eles.
Como vinha a bufar decidi não gastar mais dinheiro em portagens e sair uma saída antes na auto-estrada já que ia folgada de tempo para buscar o meu filho.
Má decisão- primeiro apanhei na reta de pegões o carro a pintar as marcações na estrada (desde quando esse é um trabalho a fazer durante o dia com o trânsito a circular?) que me fez perder 1h. Resultado: cheguei ao porto alto com 10 minutos para fazer 0s 30km que faltavam.
pensei "tenho de tentar avisar o meu filho do atraso por um colega "(já que o meu filho não tem telemóvel).
Ia encostar o carro um pouco mais á frente numa zona que dava para encostar e telefonar sem perigo quando passam 2 ambulâncias e param no meio da estrada 2 carros á minha frente. Um atropelamento que me demorou mais meia hora (mas pelo menos consegui avisar o meu filho que estava atrasada).
Com uma hora de atraso (já que a outra meia hora era o que eu tinha de folga para chegar à escola) lá cheguei para ir buscar o meu filho.
Regresso a casa e descubro que a minha filha vem muito quente da creche. 38,9º de febre- lá vai ficar ela em casa.
Terça-feira- levo o meu filho à escola e a seguir o carro a uma oficina local para mudar o pneu- um furo no carro de aluguer. E ainda tive de pensar que felizmente tinha dado para levar à oficina pois senão teria de o mudar eu e levaria muito mais tempo com certeza.
Toda a manhã perdida. A filha a escaldar de febre. O pilates, a hidroginástica e a natação da pequenina...pelo "cano abaixo"...
à hora de almoço novo telefonema- posso ir buscar o carro. Novamente uma viagem na hora de calor com uma criança cheia de febre.
Lá vou eu novamente fazer 2 vezes os 60km para ir buscar o carro. Pelo menos regresso com o meu carro pronto e a miúda com 39 de febre ao que o calor do carro não ajuda.
Chego a casa (mais uma tarde perdida) e a miúda está tão moída que nem a consigo acordar para lhe dar comida, lá engole pela segunda vez o antipirético sem nada no estômago e cama com ela. à meia-noite leavnto-me para lhe ver a febre e tentar que coma alguma coisa. Não quer comer mas também ainda não tem febre que justifique medicamento.
à 1h da manhã acordo com ela a chorar- vomitou na cama o ácido amarelo que se acumulou no estômago vazio.
Levo-a para a minha cama e com ela já bem acordada lá consigo que coma alguma coisa e depois tome os medicamentos para a febre. Confirmo o que já suspeitava- puz na garganta- uma amigdalite.
Quarta feira arrisco pela primeira vez arranjar uma consulta no centro de saúde. E sou bem sucedida. "volte às 14h para fazer a inscrição".
Às 14h sou atendida por uma médica que está no centro de saude desde janeiro mas...não sabe calcular as quantidades de antibiótico a dar à minha filha. Lá vai consultar um site ( à minha frente) para lhe fazer o calculo e depois imprime a pesquisa e diz-me "está aqui dá-lhe entre 3,6ml e 6,8ml 2 vezes ao dia".
Eu fiquei a olhar para ela e disse "mas entre um valor e outro vai uma grande diferença".
Resposta: "eu se fosse a si dava-lhe pelo valor mais alto que é para garantir que ela fica boa. Dê-lhe para aí 7ml"
O quê, é suposto eu decidir que quantidade de antibiótico a minha filha de 3 anos vai tomar? Sou eu que assumo a responsabilidade como se eu é que soubesse o que estou a fazer? Fiquei perplexa. 7ml de antibiótico duas vezes ao dia a uma criança de 3 anos?...
Felizmente sei que nem todos os médicos são assim e que Graças a Deus a minha filha tem uma pediatra maravilhosa que eu não quiz sobrecarregar com algo simples como uma amigdalite, já que ela tinha o dia cheio e dificuldade em me receber.
Fiquei com pena dos muitos velhotes que tem o local onde moro e que se têm de sujeitar a este atendimento porque só há mais um médico aqui no centro de saúde e esta já foi requisitada para aqui extraordináriamente.
A farmácia não me ajudou muito mais pois o estágiário também não percebia muito bem dos cálculos. Vim para casa fazer contas e confirmar que a quantidade que eu tinha imaginado que ela iria tomar tendo em conta a última vez que tomou antibiótico estava correta e seria dividida por 3 vezes ao dia em não 2.
É verdade que a médica também só me receitou um frasco de antibiótico em vez de 2 mas como falha por pouco, espero que dê para ficar a 100% e não ter uma recaída.
No dia seguinte, apenas com uma toma de antibiótico a miúda já não teve febre e por isso tudo parece estar bem encaminhado (finalmente).
Mas... rotinas,exercício, beber água, alimentação a horas, planos e boas intenções...foram todas pelo cano e esta semana chegou ao fim com uma perda de 100gramas e nenhum exercício físico.
Pontos positivos: tenho o meu carro de volta, consegui ontem limpar a casa que parecia ter rebentado uma bomba lá dentro, e pequenita está melhor e na segunda já estará pronta para voltar à escola.
Como é bem verdade- fazer as coisas é bem simples, mas ninguém disse que era fácil.
Para a semana vamos ver como corre.
Bom fim-de-semana e na próxima segunda faço o ponto da situação












